AS DIFICULDADES
NA INTERPRETAÇÃO DO TEXTO DE LUCAS. 16; 19-31: O
RICO E LÁZARO.
Francisco Tiburtino de
Araújo Silva
Mário Bueno Ribeiro
RESUMO
A presente pesquisa
objetiva-se melhorar compreensão sobre do texto do Evangelho Lucas; (16;
19-31); da sua complexidade: se o mesmo se apresenta com intenção de tratar
sobre a vida do outro lado literalmente ou apenas de questões da vida cotidiana
como as outras alegorias narradas por Jesus para apenas trazer lições de moral.
O maior desafio e devido não se deixa muito claro o quanto se pretende mostrar
devido a sua particularidade no estilo. Alguns elementos ali contidos
comparando com outras alegorias inclusive a do próprio mito da caverna de
Platão, e, viu ali que se apresentou como a melhor proposta, para ajuda desse
desafio.
PALAVRAS CHAVES: Lucas; (16;
19-31); O rico e Lázaro.
ABSTRACT
This research objective is to improve understanding of
the text of Luke Gospel ; ( 16 ; 19-31 ) ; its complexity : if it is presented
with the intention to treat about life on the other side literally or just
issues of everyday life as another allegory told by Jesus to just bring moral
lessons . The biggest challenge, and not because it very clear how much they
want to show because of its uniqueness in style. Some elements contained
therein compared with other allegories including the myth of the cave from
Plato himself, and saw there who introduced himself as the best proposal to
KEYS WORDS: Lucas; (16; 19-31); the rich man and
Lazarus[1]
INTRODUÇÃO
A
presente pesquisa objetiva-se procurar melhorar compreensão sobre do texto do
Evangelho Lucas; (16; 19-31); da sua complexidade. Se o mesmo se apresenta com
intenção de tratar sobre a vida do outro lado ou de questões
Da vida cotidiana como a outra
alegoria narrada por Jesus para apenas trazer lições de moral.
Nossa
discussão se dar no fato que não se deixa muito claro o quanto se pretende
mostrar devido a sua particularidade no estilo. Surgiu-se então observar alguns
elementos ali contidos, e, comparando com outras alegorias inclusive a do
próprio mito caverna de Platão, e viu ali que se apresentou como a melhor
proposta, para ajudá-la desse desafio.
É
foi possível observar que assim como na caverna todo aquele que transcende, e,
contempla a realidade o conhecimento, deseja voltar para compartilhar a luz
aqueles que de lá só os têm as sombras. E contemplou-se essa intenção também na
vida do personagem rico, “da parábola. O rico e Lazaro”. Ao se deparar com a realidade do outro lado e
mesmo não sendo permitido que ele mesmo pudesse voltar, não perde a
oportunidade de interceder em favor daqueles que na terra ficaram.
DIFICULDADES DE INTERPRETAÇÃO
POR PARTE DOS ESTUDIOSOS:
Entendeu-se ser importante iniciar apresentação da pesquisa
mostrando as primeiras dificuldades, essa por parte de alguns estudiosos, sobre
a referida passagem da Bíblia Lucas 16; 19-31. Para tais que não são poucos, a
presença de- algumas dificuldades de interpretação dão-se: primeiramente no
fato de que não seria qual seria o seu gênero literário. Veremos em (Português/Lucas-16-19-31-parábola
p.6) que esse discurso inicia-se ser seria
uma parábola ou descrição dum acontecimento verídico. Pois para eles alegam que
geralmente fala-se na “Parábola do Rico e Lázaro”, mas Lucas não nos diz que é
uma parábola. E que esses títulos, que aparecem em algumas traduções,
significam que se trata duma informação do tradutor, que não está nas antigas cópias
dos manuscritos originais que, como sabemos, não chegou aos nossos dias. Assim
os que defendam que estamos perante um fato verídico afirmando que nas suas
parábolas Jesus nunca indica os nomes dos personagens, já nesse caso há de um
dos personagens Lázaro. Embora para
alguns, talvez em quaisquer debates mais a cerrado estes argumentos seriam
considerados um pouco fraco.
E considerados serem
fruto da necessidade de alguns teólogos arranjarem “base bíblica” para defender
o julgamento imediato depois da morte o que de certa forma é incompatível com a
doutrina da segunda vinda de Cristo, ressurreição e julgamento final. Geralmente
são os próprios evangelistas que nos dizem que se trata duma parábola, mas nem
sempre nos dão essa informação. Quando não nos dizem que se trata duma
parábola, fica a critério da hermenêutica admitir que estejam perante um caso
verídico, mesmo que não mencionem os nomes dos personagens (Português/Lucas-16-19-31-parábola
p.6)
Por isso para os que defendem que seja Lucas 16; 19-31, uma
parábola, “ainda que nesse caso admita-se que os argumentos do nome dos
personagens tenham sua validade, mas seriam esses detalhes só” o contexto de
qualquer forma a suficiência para levar a pensar se estamos perante a descrição
dum fato verídico ou duma parábola? Que para tanto O “Rico e Lázaro”, não se
trata da omissão dos nomes, mas do fato de mencionarem o nome Lazaro um dos
personagens, neste caso uma representação de todos os pobres. Do contrário se o
nome for mesmo para um homem, portanto será este pormenor suficiente para
considerar que estamos perante um fato verídico, como defendem alguns? Ou será
simples pormenor duma parábola com a finalidade de servir de adorno para
quebrar a monotonia da descrição, como defendem outros? Esses argumentos não
podem ser ignorados, mas ainda continua a dúvidas quanto a ser uma descrição um
fato verídico.
Para
William Barclay que
considera como parábola embora faça uma observação de que está descrita em
Lucas 16.19-31 está construída com tal mestria que não tem uma só frase a mais.
Consideremos os dois personagens da mesma.
Primeiro,
o homem rico, a quem se chama usualmente Dives, ou seja, "rico", em latim. Cada
frase adiciona algo para descrever o luxo em que vivia. Vestia-se de púrpura e
linho fino. Esta é a descrição das túnicas dos sumos sacerdotes, que podiam
custar uma soma equivalente há vários anos de trabalho de um operário, cujo
jornal corrente era como vimos, em torno de uma dracma. Todos os dias, dava
festas. A palavra que se utiliza para banquete é a usada para um glutão ou
gastrônomo que se alimenta com pratos exóticos e Fazia isto todos os dias.
Fazendo-o quebrantava definida e positivamente o quarto mandamento, que não só
proíbe trabalhar nos sábados, mas também diz seis dias trabalharás (Êxodo
20:9). Em um país onde a pessoa pobre se contava feliz se podia comer carne uma
vez por semana e onde trabalhava duramente seis dias por semana, o rico é a
figura da indolência e da insensibilidade. Lázaro aguardava que caíssem as
migalhas da mesa do rico. Na época de Jesus não havia nem faca nem garfos nem
guardanapos. Comia-se com as mãos, e em toda casa rica, as mãos se limpavam em
pedaços grossos de pão, que logo se jogavam. Lázaro estava esperando esse pão.
O rico é a imagem do esbanjamento (WILLAM BARCLAY. p. 185).
William
mesmo assim faz uma observação, de que está seja uma parábola diferente, das do
estilo parabólico em que nome não é citado, e dar destaque de que o nome,
Lazaro, é uma forma latina do Eleazar, que significa Deus é a minha ajuda. Era
um mendigo. Estava coberto de chagas ulceradas. Era tão fraco que nem sequer
podia afastar os cães das ruas, animais sujos, que o importunavam. Lázaro é a
imagem da mais abjeta pobreza. Para ele Esta é a cena neste mundo, e logo o
cenário é abruptamente mudado a outro mundo, e vemos a Lázaro na glória e o
rico na tortura. Apesar de ele mesmo responder que o pecado do rico não está na
sua extravagância, mas no fato de não atender as necessidades de Lazaro, apesar
de também não lhe proibir de que o mesmo alimentasse das migalhas que caiam de
sua mesa. Mas a sua negligencia o teria o levado para o inferno.
Assim a história do homem rico e Lázaro apresenta a verdade
espiritual diretamente, sem metáfora terrena[2] O
cenário para a maior parte da história é a vida após a morte, ao contrário das
parábolas, que se manifestam em contextos terrestres. Em contrapartida, outros
sustentam que esta história é uma parábola e não um verdadeiro ocorrido. Eles
apontam que a prática padrão de Jesus era usar parábolas no seu ensinamento e
não consideram os argumentos acima fortes o suficiente para justificar a
classificação da história como outra qualquer coisa senão uma parábola. Além
disso, existem alguns aspectos da narrativa que não parecem concordar com o
resto das Escrituras. Por exemplo, podem as pessoas no inferno e as pessoas no
céu ver e falar umas com as outras?
O importante é que quer a história seja verdadeira ou uma
parábola, o ensinamento por trás dela continua o mesmo. Mesmo se não for uma
história “real", é realista. Parábola ou não, Jesus claramente a usou para
ensinar que após a morte os injustos são eternamente separados de Deus, que se
lembram da sua rejeição do Evangelho, que estão em tormento e que a sua
condição não pode ser remediada. Em Lucas 16: 19-31, quer seja uma parábola ou
narrativa literal, Jesus ensinou claramente a existência do céu e do inferno,
assim como a sedução das riquezas para aqueles que confiam na riqueza material.
APLICAÇÃO
TEOLOGICA DE FORMA ATUALIZADA:
Como o
mundo que vivemos, religiosamente, é dividido, quanto ao que pensa sobre o
estado do homem na morte, em duas correntes de pensamento: Primeiro, há aqueles
que creem que o homem morre e alguma coisa dele permanece consciente, ao que
dão o nome de alma ou espírito. Segundo, há os que creem que com o túmulo jaz
também o amor, o ódio e a consciência. A vida. Todavia os que creem no estado
de consciência do homem pós-túmulo, insistem em defender tal crença com base
nesta parábola. (Lc;16;19-31). Pois concluir que esta parábola está ensinando
que o homem tem consciência e é recompensado logo após a morte sugere que a
Bíblia é contraditória. Por quê? Porque a Bíblia assegura que os mortos são
inconscientes (Ecl. 9:4-6). E que a recompensa, seja a salvação ou a perdição,
será após o retorno de Jesus (Mat. 25: 31-41; Mat.16: 27) Por conta disto,
serão apresentados alguns princípios de interpretação de uma parábola: O
contexto em que foi apresentada a parábola – Lugar, circunstância, pessoas a
quem se falou o assunto que se tratava – deve ser considerado e tornado numa
importante chave para sua interpretação.
O contexto em que foi apresentada a parábola – Lugar,
circunstância, pessoas a quem se falou o assunto que se tratava – deve ser
considerado e tornado numa importante chave para sua interpretação. Cada
parábola ilustra um aspecto básico de uma verdade espiritual. Os detalhes da
mesma não são significativos. Só, se contribuírem para clarificar o aspecto
básico da verdade. Diante do fato de que a função da parábola e ilustrar tal
aspecto da verdade não se devem, portanto, basear nem uma doutrina nos detalhes
acidentais da mesma. Uma parábola é um espelho por meio do qual se pode ver a
verdade. Porém, ela não é a verdade. Visa mostra uma lição ou uma verdade. Mas
não é a própria verdade. Diante do
exposto neste ponto nasce a necessidade de resposta a algumas perguntas
naturais, como: Quando foi proferida, a quem foi dirigida e com que finalidade.
Quanto, ao quando, só pode ser dito que tanto este trecho, de Lc.16.19-31, como
a parábola anterior, a do mordomo infiel, foram proferidas logo depois da
narração do capitulo 15, quem se fazia presente?
E que não eram só ele os discípulos estavam ali, mas
naturalmente estavam. Portanto, não estaria sendo forçado dizer que
primeiramente Jesus estava falando a seus discípulos. Havia aproximando todos
principalmente publicanos e pecadores. Os fariseus e os escribas também estavam
ali, para variá-lo, murmurando! O de que eles, além de tudo, eram
avarentos. Então, torna-se evidente que,
Jesus dirigiu, inicialmente, esta parábola aos fariseus – que eram avarentos –
e aos publicanos, que eram ricos. E Jesus alcançou o alvo, porque no capitulo
19, um dos publicanos – Zaqueu – espontaneamente decidiu dar metade dos bens
aos pobres (Luc. 19:1-9).
E
considerados serem fruto da necessidade de alguns teólogos arranjarem[3] “base bíblica” para
defender o julgamento imediato depois da morte o que de certa forma é
incompatível com a doutrina da segunda vinda de Cristo, ressurreição e
julgamento final. Geralmente são os próprios evangelistas que nos dizem que se
trata duma parábola, mas nem sempre nos dão essa informação. Quando não nos
dizem que se trata duma parábola, fica a critério da hermenêutica admitir que
estejam perante um caso verídico, mesmo
que não mencionem os nomes dos personagens. (COETAZARO. P.3)
Assim, sendo essa uma parábola ou um verdadeiro ocorrido. É
bom lembrar que Jesus sempre usou parábolas no seu ensinamento. Mesmo alguns
aspectos da narrativa que não parecem concordar com o resto das Escrituras. Por
exemplo, podem as pessoas no inferno e as pessoas no céu ver e falar umas com
as outras? O importante é que quer a história seja verdadeira ou uma parábola,
o ensinamento por trás dela continua o mesmo. Logo Lucas 16: 27-31, quer seja
uma parábola ou narrativa literal, Jesus ensinou claramente a existência do céu
e do inferno, assim como a sedução das riquezas para aqueles que confiam na
riqueza material.
Caso admita-se que os argumentos do nome dos personagens
tenham suas validades, mas seriam esses detalhes só e o seu contexto suficiente
para levar a pensar se estamos perante a descrição dum fato verídico ou duma
parábola? O “Rico e Lázaro”, não se trata da omissão dos nomes, mas do fato de
mencionarem o nome dum dos personagens, neste caso do pobre chamado Lázaro. Será
este pormenor suficiente para considerar que estamos perante um fato verídico,
como defendem alguns? Ou será simples pormenor duma parábola com a finalidade
de servir de adorno para quebrar a monotonia da descrição, como defendem
outros? Esses argumentos não podem ser ignorados, mas ainda continua a dúvidas
quanto a ser uma descrição um fato verídico.
O
PORQUÊ DO PRIVILEGIO DE LÁZARO?
O contexto teológico de Lucas 16.19-31, Nessa narrativa. Sobro
tudo, parece leva nos entender que pelo fato de Lazaro não ter tido as mesmas
oportunidades que rico é isso que o dera direito à posição superior lá do outro
lado; ao passo que ao rico por motivos opostos teve que ir para um lugar
inferior, já que teve tudo o que precisou quando viveu na terra. E deveria sem questionar
aceitar o que lhe reservou futuro. Nesse coso o tormento! Tais questionamentos
optou-se por bem observar o que alguns comentaristas no assunto. E Pode ser
observar que do Ponto vista, primeiramente policio;
O Seminário Adventista Latino América de
Teologia Faculdade Adventista da Bahia EXEGESE DE LUCAS 16: 19-31 Por José
Raimundo dos Santos, traz-nos a seguinte afirmativa, bem simples de se entender
no diz respeito ao contexto político de Israel nos tempos de Jesus.
É do conhecimento de Todos que Israel, nos dias de Jesus,
era um país ocupado, dominado politicamente pelos romanos. E estes, nas
palavras de Herni Daniel Rops, “dominavam o país no mais pleno sentido da
palavra”. E este contexto político por si só, já favorecia ao enriquecimento
ilícito de uns poucos, e ao empobrecimento cada vez mais cruel da grande
maioria. (SANTO JOSÉ RAIMUNDO. P.!).
A
dúvida se assenta de certa forma estaria Jesus em seu discurso fazendo apologia
à pobreza, ou uma crítica severa aos ricos da sua época. É que de certa forma
era um conceito judaico antigo e da lei de Moises, sobre o cuido para com os
pobres, e isso era levado muito a sério. E há ainda em outros casos dentro
deste assunto que é bem relevante a sua análise, como está patente no texto em
que será apresentado, em se tratando principalmente ao diz respeito à
comunicação do outro lado e, se no passado ante dessa abordagem feito por Jesus
se seria ou não possível essa comunicação, e melhor, qual era à distância em
que estariam se daria para se escutar de lado para outro já estavam em lugares
oposto. Sem falar nas memórias que trazia o rico, era possível que fosse aceito
essa edita por toda comunidade já naquela época. E Qual eram seus entendimentos
a compreensão dos seus ouvintes era a mesma da que tem alguns cristãos atuais.
O
discurso de parecer nem tudo estão perdidos, para o rico que agora se
arrependido bastaria voltar. Eram muitos ouvintes de Jesus que assim pensam
porque se os tradicionais não faziam essa ideia na sua tradição judaica mais
antiga. Que voltando poderia consertar todo aquele mal entendido daquilo que
pareceu ter sido um erro? O como poderia se explicar isso, já estava na época
patente na compreensão, todo o povo judeu, será então que agora o destino do
homem retornar após a morte. Seria esse o nascer demovo? Já teria volta alguém? Seriam essas as
preocupações com o destino final as preocupações que incomodasses os ouvintes
de Jesus?
DOIS LUGARES
O
que viria ser isso em termo teológico ao que diz respeito à reação do judeu da
época de Jesus a esse discurso, tudo que se sabe é que eram um discurso
deferente não talvez nas palavras, mas as convicções aquela que as proferia. O
significado o que pensavam a pós ouvi-lo acerca do futuro proferido o homem da
Galileia, todos chegavam a entender o novo enunciado. Ou ao menos se o seria capaz
de interpretar todos, esse novo de um cosmo visão. Já que nessa época talvez
não fosse do conhecimento de todos sobre o dos homens descarnados e mundo dos
mortos. A questão é que, será que essa abordagem de que o rico quando morreu
foi sepultado e, para aonde ele foi direcionado a partir de então se, “desceu
ao inferno/Hades” e como a base teológica desse período é desenvolvida na visão
do Primeiro Testamento, que é difere do Segundo Testamento. Trazer uma
abordagem sobre essa interpretação será de grande valia
A princípio para introduzir algumas respostas, as partes
desta ideia se propuseram o que pensa Gleason Leonard Archer. Que trabalha as
principais dúvidas, dificuldades e "contradições" da bíblia.com a
seguinte abordagem:
Parece que o paraíso não havia sido elevado ao céu até o
domingo de Páscoa. Aparentemente Jesus se refere a ele na parábola do homem
rico e Lázaro, como o lugar "junto de Abraão", para onde o pobre
mendigo foi transportado pelos anjos após sua morte (Lc 16.19-31). Assim,
"junto de Abraão" referia-se ao lugar onde as almas dos redimidos
aguardavam até o dia da ressurreição de Cristo. Presumivelmente esse lugar
equivalia ao paraíso. Ainda não havia sido elevado aos céus, mas seria uma
seção do Hades (heb. še’ôl), reservado para os crentes que haviam morrido na
fé, porém, sem serem admitidos à presença gloriosa de Deus, no céu, enquanto
não fosse pago o preço da redenção, no Calvário. (Gleason Leonard Archer 2001,
p. 429)
Assim como também nessa visão, Heber Carlos de Campos: para
ele desceu ao inferno/Hades, essa expressão aparece ter nascida com o credo
Apostólico, “padeceu sob o poder de Poncio Pilatos, foi crucificado, morto
sepultado. Desceu ao Hades. Ao terceiro dia ressuscitou dos mortos” Heber
comenta que essa expressão segundo Witsius ter sido por volta de 359. d. c em
Constantinopla, por volta de cinquenta pessoas compilados um credo de confissão
de que criam que cristo foi morto e sepultado e penetrou as regiões
subterrâneas, nas quais até mesmo o hades foi golpeado com terror. E ele mesmo
faz menção que seria diferente do que afirma Rufino J.N D. Keelly também
menciona que havia antes a expressa seguinte: “Que foi crucificado sob Pôncio
Pilatos e partiu em paz, a fim de pregar a Abraão, Isaque e Jacó e os outros santos
a respeito do mundo e da ressurreição dos mortos” assim sepultado faz parte da
forma mais antiga, mas teria sofrido alterações no final do século IV. O Antigo
Testamento Na Igreja do Novo Testamento Protopresbítero Michael Pomazansky
Tradução: Dra. Rosita Diamantopoulos, trará melhor essa questão de relação das
duas teologias.
O que faz as
Escrituras do Antigo Testamento valorosas para a Igreja? (O fato de que a) elas
ensinam a crença em um único e verdadeiro Deus e a obediência a seus
mandamentos e b) elas falam sobre o Salvador. O próprio Cristo aponta isto.
Procurem nas escrituras, porque nelas cremos que temos a vida eterna e elas
testificam de Mim, Ele disse aos escribas Judeus. Na parábola sobre o homem rico
e Lázaro, o salvador coloca estas palavras sobre os irmãos do homem rico na
boca de Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; deixe-os ouvi-los.
"Moisés" significa os cinco primeiros livros do Antigo Testamento,
"os profetas" os últimos dezesseis. Falando com os seus discípulos, o
Salvador mencionou o Saltério em adição a esses livros. Todas as coisas
relacionadas a mim devem ser completas, aquelas escritas na Lei de Moises e nos
Profetas e nos Salmos. Após o jantar místico, após o hino, eles saíram para o
Monte das Oliveiras diz o Evangelista Mateus. Isto se refere ao cantar dos
Salmos. As palavras e exemplos do Salvador são suficientes para que a Igreja
estime esses livros- a Leis de Moisés, os profetas e os Salmos- os preserve e
aprenda deles (Dra. Rosita.
Diamantopoulos p. 3)
Jesus
usou alguma das ideias dos seus oponentes para confundi-los. Mas é realmente
nos últimos versículos da passagem que o ponto chave de Jesus emerge. Quando o
homem rico pede a Abraão para enviar Lázaro para advertir os seus irmãos,
Abraão responde: "Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos". Quando o
homem rico diz, "Não, pai Abraão;[4] se
alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão", Abraão
responde: "Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir,
ainda que ressuscite alguém dentre os mortos." Existem certas
características desta narrativa que a tornam impossível de ser interpretada
literalmente.
O seio de Abraão com o lugar dos justos após a morte; a
conversa entre Abraão que está no 'paraíso' e o homem rico que está no
'inferno'; a ideia de alguém pode ir com água de um lugar ao outro para que
"refresque a língua" do que está sofrendo. A convicção de que isto
não é um relato real mas um tipo de parábola, ou narrativa simbólica torna-se
uma certeza quando percebemos que todos estes detalhes faziam parte da tradição
dos Fariseus nessa altura, como Josephus,
o historiador Judeu do primeiro século, mostra no seu "Discourse Concerning the Hades "(Discurs o Acerca do Hades). (FRED PEARCE
p.3)
Mas para que se faça melhor compreendido a essa ideia
teremos que voltar um pouco no tempo, até a era dos mitos gregos. E ai o que
vivia as ser a palavra, hades, e o que ela representava ao ouvinte de Jesus.
Que eram na sua maioria judeus, e principalmente os da disporá, e, então
definir a sua origem dessa palavra hades será de bom tom.
Na
mitologia grega N. R. Champlin, P H. Impressão e Acabamento na Gráfica
Associação Religiosa Imprensa da fé São Paulo.
Originalmente, Hades era o nome do deus do submundo que, segundo os
gregos, ficava no seio da terra. Hades era o filho de Cronos (Tempo), o deus.
Mais alto, (Zeus, outro filho de Cronos finalmente o substitui através do uso
de força). Assim, ele ficou o deus mais poderoso da mitologia grega. Hades
continuava reinando no submundo compartilhando seu poder Com sua esposa,
Perséfone. Com o desenvolvimento da mitologia, o termo hades começou a ser
usada para significar o próprio submundo, a habitação dos fantasmas de homens
desencarnados. No início, estes seres foram representados como entidades sem
razão ou qualquer vida real. (Gradualmente, uma vida real foi atribuída a eles,
e assim se tornaram espíritos e não fantasmas). Mas o hades foi descrito como a
habitação dos espíritos bons e maus e somente depois de maior desenvolvimento
da doutrina, é que os espíritos bons receberam no submundo um lugar bom, em
contraste com o estado miserável dos espíritos
maus. (N. R. CHAMPLIN, P H. p.9)
PARA
ATEOLOGIA JUDAICA LADO BOM E LADO RUIM
Mas na verdade qual seria a voltada tensão do mestre da
Galileia em seu discurso realmente: era para aquele público simples de camponês
e pescadores ou direcionado principalmente a elite judaica moderna já
embriagada no pensamento grego. Já que nessa narrativa um dos personagens
Lazaro citado que é pobre, mas também é nome próprio é sobre ele que está todo
o sentido do enredo. Pois até onde se tem conhecimento à literatura judaica não
dava ênfase ao homem pós-vida. O que mais parece um discurso filosófico
platônico
Não há nenhum conceito simples de «hades», nem na
literatura judaica, anterior aos tempos neotestamentários, nem no próprio N.T.
A ideia hebraica. Original do «após-vida», é que não havia «após-vida».
Portanto até mesmo nos primeiros cinco livros do A.T., apesar de ali ser
ensinada existência da espiritual, não ensinam a possibilidade, da «vida
Portanto até mesmo nos primeiros cinco livros do A.T., apesar de ali ser
ensinada da existência espiritual, não ensinam a possibilidade, de «vida
espiritual para os homens»”. Os comentários dos mestres judeus, acerca desses
livros, bem como seu uso no N.T., parecem subentender tal coisa; Mas esses
livros, considerados em SI mesmos, não ensinam a possibilidade do «após-vida»
para; os homens. As referências bíblicas geralmente apeladas para isso. Estágio
seguinte, no pensamento judaico, no tocante a isso é similar aos conceitos
gregos com seu «hades» (a região "invisível» dos espíritos). Então os
judeus vieram a crer (tal como o criam os gregos) que o hades era um lugar
literal, localizado no centro da terra. Para esse lugar desceriam todos os
espíritos humanos, bons e maus sem qualquer distinção; e ali não teriam
qualquer existência real, com memória e consciência; antes arrastar-se-iam em
uma vida sem formas. Como se fossem energias desgastadas, e não seres reais.
(N. R. Champlin, P H. p. 12)
As contradições teológicas, direito de comunicassem mesmo
que separados e, as memórias trazidas nas lembranças do rico, a isso para
parece nem tudo está perdido, pois agora se arrependido bastaria voltar,
poderia consertar todo aquele mal entendido, daquilo que parecia ter sido um
erro. E o porquê do voltar e, ao mesmo tempo não ser aceito, pode com ajuda da
alegoria mito da caverna de Platão, ser logo interpretado que todo aquele que
transcende e contempla a realidade, deseja voltar para trazer uma luz aqueles
que de lá os têm as sombras, o mesmo correndo o risco de não ser bem
interpreta. Outra questão que será abordada é de que e o rico quando morreu foi
sepultado e, para aonde ele foi direcionado a partir de então se, “desceu ao
inferno/Hades” e como a base teológica desse período é desenvolvida na visão do
Primeiro Testamento, que é difere do Segundo Testamento. Trazer uma abordagem
sobre essa interpretação será de grande valia
Por não deixa claro o quanto se pretende mostrar o texto de
lc 16; 19-31. Por se tratar de uma narrativa alegórica, para essa melhor
compreensão buscar auxilia na alegoria da caverna de Platão achou-se viável.
Entende se ela se apresenta como uma melhor proposta para ajudá-la desse
desafio. Nessa dialética entende ser possível observar que aquele que contempla
ou transcende algum tipo de conhecimento antes parecia a pena as sobras,
sente-se no direito de voltar para compartilhar a luz, aqueles, que de lá só os
têm a tais sombras. Assim pode na parábola que Jesus proferiu se observar a
intenção do rico, que é a mesma do homem do mito da caverna ao se deparar com a
realidade do outro lado. Embora o rico
não peça para que ele mesmo volte, talvez por entender não esteja em condições
de fazer tal exigência, mas pede para Lazaro o faça, pois sim é homem justo lhe
cairia bem essa responsabilidade.
A dialética platônico-agostiniana a dialética
de Platão: pode ser perfeitamente ser trabalhada uma melhor compreensão da
transcendência II – Idade cristã: verticalização da ética
E se comparada ao mito da caverna e, por esse prisma
dialeticamente caminhamos encontra-se semelhante em alguns aspectos. Pois
embora a tal alegoria não seja tão clara, quanto se pretende mostra, mas há uma
maestria incontestável: cenário que ilustra lugares específicos na “eternidade” e
outro elemento é mostrado. Dois ângulos. Separados por um obstáculo, e assim
com o mito, “o rico e Lazaro” personagens, que são também herdeiros de uma
teologia ancestral, mas lá do outro lado não lhes é dado o direito de ficarem
juntos. Embora deixados claro os motivos da separação e apesar de tudo o limite
que os põem um do outro, não há obstáculo para a comunicação entre os mesmos.
Enquanto isso o rico mesmo separado, daquele que fora pobre
na terra, continua o vendo como um subalterno. E não perde a pouse como quem
insistisse em deixar claro que faz parte do mesmo clã, insistiu em tratar a
Abraão por pai. E ao mesmo pede que o mande a Lázaro, lhe servir água para lhe
acalmar os tormentos que agora o acompanha lá onde está. Negado lhe o pedido
por razões obvias, de não haver permissão para que alguém passe de um lado para
outro, naquele estado; o rico não contente tenta barganhar com Abraão, que o
mande Lazaro a terra para alertar aos seus cinco irmãos que lá ficaram. O que
também lhe é negado. Abraão diz que este trabalho já estaria sendo feito, por
Moises e os profetas, eles os ouçam. Mais uma vez ele retruca, pois é da ideia de
que se os mortos voltarem a terra será melhor sucedido que os profetas. Nesse
caso transparece que assim como no “mito da caverna”, quando alguém encontra a
resposta para aquilo que está nas sombras, sente no direito de compartilhar com
os companheiros.
A
dialética de Platão
Sabemos que a caverna para Platão a prisão é dupla:
primeiro, é a caverna do corpo que pelo os sentidos prende e embota a alma
condenando a nele viver; segundo, caverna é o mundo sensível e opaco, um mundo
de sobras. O sábio, luta dialeticamente para arrancar-se desta noite de trevas,
elevar-se ao sol da verdade e da justiça. Educação para viver na polis justa. O
mesmo mito vem carregado de simbologias; primeiro é o símbolo dos graus das
coisas inanimadas, da vida sensível das supremas realidades transcendentes da
vida no espírito humano: o mundo das ideias. Em segundo lugar, é o símbolo do
esforço filosófico de chegar a verdadeiro conhecimento, ultrapassando seja o
saber opaco dos nossos sentidos, região da opinião, seja no mundo material das
realidades terrestres, não menos opacas, para galgar à plena verdade no mundo
inteligível. Em terceiro lugar a caverna é símbolo da vida humana que luta para
realizar a passagem desta vida material para a luz da vida transcendente.
CONCLUSÃO
É
notória a pouca compreensão da parábola citado no evangelho de Lucas, por parte
de alguns cristãos; que por outro lado ainda hoje continuam sendo na sua
maioria pouco preparados para uma exegese mais detalhada dos textos “Sagrados”,
que compõem à base da fé que os professam. E assim como em todos os tempos se buscou
apresentasse bem na de se fazer usos dos textos sagrados, para uma pedagogia
cristã. E melhor compressão, e uma adequada abordagem. Entendendo se que a
mesma teoria para explicar se narrativa ou parábola do Evangelho de Lucas.
(16.19-31.), em se tratando de compartilhar o conhecimento o mesmo objetivo
aquele que as expôs. Assim passar a aperfeiçoar o aproveitamento dos
ensinamentos cristão, passou ser essa a meta para trazer a vida cotidiana. E
assim como a alegoria da caverna, têm sido buscados por muitos educadores em
todos os tempos, no auxilio paras suas pedagogias; pois compreendeu ser
adequada. Entende-se a mesma teoria poderá ser utilizada para explicada na
parábola em o Evangelho de Lucas. 16.19-31 em se tratando de compartilhar o
conhecimento. Já que o mesmo objetivo passar o conhecimento, teve aquele que as
expôs a mesma. Assim a aperfeiçoar o aproveitamento dos ensinamentos cristãos,
para uma vida cotidiana, a dialética entre dois mundos: sensível e ideal de
forma menos irracional é possível e cai bem com ajuda da dialética em
Platão.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICA
ARCHER, Gleason Leonard, 1916 - Enciclopédia de temas bíblicos: respostas às
principais dúvidas, dificuldades e "contradições" da Bíblia / Gleason
Leonard Archer; tradução Oswaldo Ramos. - 2. Ed. - São Paulo: Editora Vida,
2001.
BIBLIA João Ferreira de Almeida: Revista Atualizada. (ARA)
BIAGINI Carlos LUKE: WILLIAM BARCLAY Título original em inglês:
The Gospel of Luke Tradução: Carlos Biagini
CAMPOS Haber Carlos de FIDES REFOROMATA 4/1
“DECENDENT AD INFERNA”: UMA
ANALISE DA EXPRESSÃO “DESCEU AO HADES” NO
CRITIANISMO HISTORICO.
CURSO DE APRENDIZES DO EVANGELHO – 2º. ANO –17ª. Edição – Dezembro/2010
http://bvespirita.com/Curso%20de%20
Aprendizes %20do% 20E vangelho%20-%20segundo%20ano%20-%2017%20edi%C3%A7%C3%A3o%20(FEESP)
DIAMANTOPOULO Dra. Rosita
O Antigo Testamento Na Igreja do Novo
Testamento Protopresbítero Michael Pomazansky Tradução: Dra. Rosita
Diamantopoulos
FRED PEARCE: Depois da morte o que?
Cristão delfianosplaneta clix.pt/pdf/depois_da_morte_o_que.pdf
http://repositorio.ucp.pt/bitstream/ 10400.14/11667/1/TeseMI
PLATÃO DIALOGOS A
REPUBLICA TECNOPRINT GRÁFICA Editora Rua da proclamação, 109 – caixa postal
1880 – zc 00. Rio de Janeiro –
Brasil MCMLXX
RAMOS Oswaldo Archer,
Gleason Leonard, 1916-
|
Enciclopédia de
temas bíblicos: respostas às principais dúvidas, dificuldades e
"contradições" da Bíblia / Gleason Leonard Archer; tradução Oswaldo
Ramos. - 2. ed. - São Paulo: Editora Vida, 2001.
|
SANTO José Raimundo dos: Seminário Adventista Latino América de Teologia Faculdade
Adventista da Bahia EXEGESE DE LUCAS 16: 19-31
http://www.gotquestions.org/Portugues/lucas-16-19-31-