segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

AS DIFICULDADES NA INTERPRETAÇÃO DO TEXTO DE LUCAS. 16; 19-31: O RICO E LÁZARO.

Francisco Tiburtino de Araújo Silva
                                                                     Mário Bueno Ribeiro
RESUMO
A presente pesquisa objetiva-se melhorar compreensão sobre do texto do Evangelho Lucas; (16; 19-31); da sua complexidade: se o mesmo se apresenta com intenção de tratar sobre a vida do outro lado literalmente ou apenas de questões da vida cotidiana como as outras alegorias narradas por Jesus para apenas trazer lições de moral. O maior desafio e devido não se deixa muito claro o quanto se pretende mostrar devido a sua particularidade no estilo. Alguns elementos ali contidos comparando com outras alegorias inclusive a do próprio mito da caverna de Platão, e, viu ali que se apresentou como a melhor proposta, para ajuda desse desafio.

PALAVRAS CHAVES: Lucas; (16; 19-31); O rico e Lázaro.

ABSTRACT
This research objective is to improve understanding of the text of Luke Gospel ; ( 16 ; 19-31 ) ; its complexity : if it is presented with the intention to treat about life on the other side literally or just issues of everyday life as another allegory told by Jesus to just bring moral lessons . The biggest challenge, and not because it very clear how much they want to show because of its uniqueness in style. Some elements contained therein compared with other allegories including the myth of the cave from Plato himself, and saw there who introduced himself as the best proposal to

KEYS WORDS: Lucas; (16; 19-31); the rich man and Lazarus[1]

INTRODUÇÃO
            A presente pesquisa objetiva-se procurar melhorar compreensão sobre do texto do Evangelho Lucas; (16; 19-31); da sua complexidade. Se o mesmo se apresenta com intenção de tratar sobre a vida do outro lado ou de questões
Da vida cotidiana como a outra alegoria narrada por Jesus para apenas trazer lições de moral.
Nossa discussão se dar no fato que não se deixa muito claro o quanto se pretende mostrar devido a sua particularidade no estilo. Surgiu-se então observar alguns elementos ali contidos, e, comparando com outras alegorias inclusive a do próprio mito caverna de Platão, e viu ali que se apresentou como a melhor proposta, para ajudá-la desse desafio.
            É foi possível observar que assim como na caverna todo aquele que transcende, e, contempla a realidade o conhecimento, deseja voltar para compartilhar a luz aqueles que de lá só os têm as sombras. E contemplou-se essa intenção também na vida do personagem rico, “da parábola. O rico e Lazaro”.  Ao se deparar com a realidade do outro lado e mesmo não sendo permitido que ele mesmo pudesse voltar, não perde a oportunidade de interceder em favor daqueles que na terra ficaram.
  
DIFICULDADES DE INTERPRETAÇÃO POR PARTE DOS ESTUDIOSOS:
Entendeu-se ser importante iniciar apresentação da pesquisa mostrando as primeiras dificuldades, essa por parte de alguns estudiosos, sobre a referida passagem da Bíblia Lucas 16; 19-31. Para tais que não são poucos, a presença de- algumas dificuldades de interpretação dão-se: primeiramente no fato de que não seria qual seria o seu gênero literário. Veremos em (Português/Lucas-16-19-31-parábola p.6) que esse discurso inicia-se ser seria uma parábola ou descrição dum acontecimento verídico. Pois para eles alegam que geralmente fala-se na “Parábola do Rico e Lázaro”, mas Lucas não nos diz que é uma parábola. E que esses títulos, que aparecem em algumas traduções, significam que se trata duma informação do tradutor, que não está nas antigas cópias dos manuscritos originais que, como sabemos, não chegou aos nossos dias. Assim os que defendam que estamos perante um fato verídico afirmando que nas suas parábolas Jesus nunca indica os nomes dos personagens, já nesse caso há de um dos personagens Lázaro.  Embora para alguns, talvez em quaisquer debates mais a cerrado estes argumentos seriam considerados um pouco fraco.

 E considerados serem fruto da necessidade de alguns teólogos arranjarem “base bíblica” para defender o julgamento imediato depois da morte o que de certa forma é incompatível com a doutrina da segunda vinda de Cristo, ressurreição e julgamento final. Geralmente são os próprios evangelistas que nos dizem que se trata duma parábola, mas nem sempre nos dão essa informação. Quando não nos dizem que se trata duma parábola, fica a critério da hermenêutica admitir que estejam perante um caso verídico, mesmo que não mencionem os nomes dos personagens (Português/Lucas-16-19-31-parábola p.6)
Por isso para os que defendem que seja Lucas 16; 19-31, uma parábola, “ainda que nesse caso admita-se que os argumentos do nome dos personagens tenham sua validade, mas seriam esses detalhes só” o contexto de qualquer forma a suficiência para levar a pensar se estamos perante a descrição dum fato verídico ou duma parábola? Que para tanto O “Rico e Lázaro”, não se trata da omissão dos nomes, mas do fato de mencionarem o nome Lazaro um dos personagens, neste caso uma representação de todos os pobres. Do contrário se o nome for mesmo para um homem, portanto será este pormenor suficiente para considerar que estamos perante um fato verídico, como defendem alguns? Ou será simples pormenor duma parábola com a finalidade de servir de adorno para quebrar a monotonia da descrição, como defendem outros? Esses argumentos não podem ser ignorados, mas ainda continua a dúvidas quanto a ser uma descrição um fato verídico.
Para William Barclay que considera como parábola embora faça uma observação de que está descrita em Lucas 16.19-31 está construída com tal mestria que não tem uma só frase a mais. Consideremos os dois personagens da mesma.

                                              Primeiro, o homem rico, a quem se chama usualmente Dives, ou     seja, "rico", em latim. Cada frase adiciona algo para descrever o luxo em que vivia. Vestia-se de púrpura e linho fino. Esta é a descrição das túnicas dos sumos sacerdotes, que podiam custar uma soma equivalente há vários anos de trabalho de um operário, cujo jornal corrente era como vimos, em torno de uma dracma. Todos os dias, dava festas. A palavra que se utiliza para banquete é a usada para um glutão ou gastrônomo que se alimenta com pratos exóticos e Fazia isto todos os dias. Fazendo-o quebrantava definida e positivamente o quarto mandamento, que não só proíbe trabalhar nos sábados, mas também diz seis dias trabalharás (Êxodo 20:9). Em um país onde a pessoa pobre se contava feliz se podia comer carne uma vez por semana e onde trabalhava duramente seis dias por semana, o rico é a figura da indolência e da insensibilidade. Lázaro aguardava que caíssem as migalhas da mesa do rico. Na época de Jesus não havia nem faca nem garfos nem guardanapos. Comia-se com as mãos, e em toda casa rica, as mãos se limpavam em pedaços grossos de pão, que logo se jogavam. Lázaro estava esperando esse pão. O rico é a imagem do esbanjamento (WILLAM BARCLAY. p. 185).

          William mesmo assim faz uma observação, de que está seja uma parábola diferente, das do estilo parabólico em que nome não é citado, e dar destaque de que o nome, Lazaro, é uma forma latina do Eleazar, que significa Deus é a minha ajuda. Era um mendigo. Estava coberto de chagas ulceradas. Era tão fraco que nem sequer podia afastar os cães das ruas, animais sujos, que o importunavam. Lázaro é a imagem da mais abjeta pobreza. Para ele Esta é a cena neste mundo, e logo o cenário é abruptamente mudado a outro mundo, e vemos a Lázaro na glória e o rico na tortura. Apesar de ele mesmo responder que o pecado do rico não está na sua extravagância, mas no fato de não atender as necessidades de Lazaro, apesar de também não lhe proibir de que o mesmo alimentasse das migalhas que caiam de sua mesa. Mas a sua negligencia o teria o levado para o inferno.

Assim a história do homem rico e Lázaro apresenta a verdade espiritual diretamente, sem metáfora terrena[2] O cenário para a maior parte da história é a vida após a morte, ao contrário das parábolas, que se manifestam em contextos terrestres. Em contrapartida, outros sustentam que esta história é uma parábola e não um verdadeiro ocorrido. Eles apontam que a prática padrão de Jesus era usar parábolas no seu ensinamento e não consideram os argumentos acima fortes o suficiente para justificar a classificação da história como outra qualquer coisa senão uma parábola. Além disso, existem alguns aspectos da narrativa que não parecem concordar com o resto das Escrituras. Por exemplo, podem as pessoas no inferno e as pessoas no céu ver e falar umas com as outras?
O importante é que quer a história seja verdadeira ou uma parábola, o ensinamento por trás dela continua o mesmo. Mesmo se não for uma história “real", é realista. Parábola ou não, Jesus claramente a usou para ensinar que após a morte os injustos são eternamente separados de Deus, que se lembram da sua rejeição do Evangelho, que estão em tormento e que a sua condição não pode ser remediada. Em Lucas 16: 19-31, quer seja uma parábola ou narrativa literal, Jesus ensinou claramente a existência do céu e do inferno, assim como a sedução das riquezas para aqueles que confiam na riqueza material.

APLICAÇÃO TEOLOGICA DE FORMA ATUALIZADA:
Como o mundo que vivemos, religiosamente, é dividido, quanto ao que pensa sobre o estado do homem na morte, em duas correntes de pensamento: Primeiro, há aqueles que creem que o homem morre e alguma coisa dele permanece consciente, ao que dão o nome de alma ou espírito. Segundo, há os que creem que com o túmulo jaz também o amor, o ódio e a consciência. A vida. Todavia os que creem no estado de consciência do homem pós-túmulo, insistem em defender tal crença com base nesta parábola. (Lc;16;19-31). Pois concluir que esta parábola está ensinando que o homem tem consciência e é recompensado logo após a morte sugere que a Bíblia é contraditória. Por quê? Porque a Bíblia assegura que os mortos são inconscientes (Ecl. 9:4-6). E que a recompensa, seja a salvação ou a perdição, será após o retorno de Jesus (Mat. 25: 31-41; Mat.16: 27) Por conta disto, serão apresentados alguns princípios de interpretação de uma parábola: O contexto em que foi apresentada a parábola – Lugar, circunstância, pessoas a quem se falou o assunto que se tratava – deve ser considerado e tornado numa importante chave para sua interpretação.
O contexto em que foi apresentada a parábola – Lugar, circunstância, pessoas a quem se falou o assunto que se tratava – deve ser considerado e tornado numa importante chave para sua interpretação. Cada parábola ilustra um aspecto básico de uma verdade espiritual. Os detalhes da mesma não são significativos. Só, se contribuírem para clarificar o aspecto básico da verdade. Diante do fato de que a função da parábola e ilustrar tal aspecto da verdade não se devem, portanto, basear nem uma doutrina nos detalhes acidentais da mesma. Uma parábola é um espelho por meio do qual se pode ver a verdade. Porém, ela não é a verdade. Visa mostra uma lição ou uma verdade. Mas não é a própria verdade.  Diante do exposto neste ponto nasce a necessidade de resposta a algumas perguntas naturais, como: Quando foi proferida, a quem foi dirigida e com que finalidade. Quanto, ao quando, só pode ser dito que tanto este trecho, de Lc.16.19-31, como a parábola anterior, a do mordomo infiel, foram proferidas logo depois da narração do capitulo 15, quem se fazia presente?
E que não eram só ele os discípulos estavam ali, mas naturalmente estavam. Portanto, não estaria sendo forçado dizer que primeiramente Jesus estava falando a seus discípulos. Havia aproximando todos principalmente publicanos e pecadores. Os fariseus e os escribas também estavam ali, para variá-lo, murmurando! O de que eles, além de tudo, eram avarentos.  Então, torna-se evidente que, Jesus dirigiu, inicialmente, esta parábola aos fariseus – que eram avarentos – e aos publicanos, que eram ricos. E Jesus alcançou o alvo, porque no capitulo 19, um dos publicanos – Zaqueu – espontaneamente decidiu dar metade dos bens aos pobres (Luc. 19:1-9).
                                             E considerados serem fruto da necessidade de alguns teólogos arranjarem[3] “base bíblica” para defender o julgamento imediato depois da morte o que de certa forma é incompatível com a doutrina da segunda vinda de Cristo, ressurreição e julgamento final. Geralmente são os próprios evangelistas que nos dizem que se trata duma parábola, mas nem sempre nos dão essa informação. Quando não nos dizem que se trata duma parábola, fica a critério da hermenêutica admitir que estejam perante um caso verídico, mesmo que não mencionem os nomes dos personagens. (COETAZARO. P.3)

Assim, sendo essa uma parábola ou um verdadeiro ocorrido. É bom lembrar que Jesus sempre usou parábolas no seu ensinamento. Mesmo alguns aspectos da narrativa que não parecem concordar com o resto das Escrituras. Por exemplo, podem as pessoas no inferno e as pessoas no céu ver e falar umas com as outras? O importante é que quer a história seja verdadeira ou uma parábola, o ensinamento por trás dela continua o mesmo. Logo Lucas 16: 27-31, quer seja uma parábola ou narrativa literal, Jesus ensinou claramente a existência do céu e do inferno, assim como a sedução das riquezas para aqueles que confiam na riqueza material.
Caso admita-se que os argumentos do nome dos personagens tenham suas validades, mas seriam esses detalhes só e o seu contexto suficiente para levar a pensar se estamos perante a descrição dum fato verídico ou duma parábola? O “Rico e Lázaro”, não se trata da omissão dos nomes, mas do fato de mencionarem o nome dum dos personagens, neste caso do pobre chamado Lázaro. Será este pormenor suficiente para considerar que estamos perante um fato verídico, como defendem alguns? Ou será simples pormenor duma parábola com a finalidade de servir de adorno para quebrar a monotonia da descrição, como defendem outros? Esses argumentos não podem ser ignorados, mas ainda continua a dúvidas quanto a ser uma descrição um fato verídico.

O PORQUÊ DO PRIVILEGIO DE LÁZARO?
O contexto teológico de Lucas 16.19-31, Nessa narrativa. Sobro tudo, parece leva nos entender que pelo fato de Lazaro não ter tido as mesmas oportunidades que rico é isso que o dera direito à posição superior lá do outro lado; ao passo que ao rico por motivos opostos teve que ir para um lugar inferior, já que teve tudo o que precisou quando viveu na terra. E deveria sem questionar aceitar o que lhe reservou futuro. Nesse coso o tormento! Tais questionamentos optou-se por bem observar o que alguns comentaristas no assunto. E Pode ser observar que do Ponto vista, primeiramente policio;
 O Seminário Adventista Latino América de Teologia Faculdade Adventista da Bahia EXEGESE DE LUCAS 16: 19-31 Por José Raimundo dos Santos, traz-nos a seguinte afirmativa, bem simples de se entender no diz respeito ao contexto político de Israel nos tempos de Jesus.

É do conhecimento de Todos que Israel, nos dias de Jesus, era um país ocupado, dominado politicamente pelos romanos. E estes, nas palavras de Herni Daniel Rops, “dominavam o país no mais pleno sentido da palavra”. E este contexto político por si só, já favorecia ao enriquecimento ilícito de uns poucos, e ao empobrecimento cada vez mais cruel da grande maioria. (SANTO JOSÉ RAIMUNDO. P.!).
A dúvida se assenta de certa forma estaria Jesus em seu discurso fazendo apologia à pobreza, ou uma crítica severa aos ricos da sua época. É que de certa forma era um conceito judaico antigo e da lei de Moises, sobre o cuido para com os pobres, e isso era levado muito a sério. E há ainda em outros casos dentro deste assunto que é bem relevante a sua análise, como está patente no texto em que será apresentado, em se tratando principalmente ao diz respeito à comunicação do outro lado e, se no passado ante dessa abordagem feito por Jesus se seria ou não possível essa comunicação, e melhor, qual era à distância em que estariam se daria para se escutar de lado para outro já estavam em lugares oposto. Sem falar nas memórias que trazia o rico, era possível que fosse aceito essa edita por toda comunidade já naquela época. E Qual eram seus entendimentos a compreensão dos seus ouvintes era a mesma da que tem alguns cristãos atuais.
O discurso de parecer nem tudo estão perdidos, para o rico que agora se arrependido bastaria voltar. Eram muitos ouvintes de Jesus que assim pensam porque se os tradicionais não faziam essa ideia na sua tradição judaica mais antiga. Que voltando poderia consertar todo aquele mal entendido daquilo que pareceu ter sido um erro? O como poderia se explicar isso, já estava na época patente na compreensão, todo o povo judeu, será então que agora o destino do homem retornar após a morte. Seria esse o nascer demovo?  Já teria volta alguém? Seriam essas as preocupações com o destino final as preocupações que incomodasses os ouvintes de Jesus? 

DOIS LUGARES

O que viria ser isso em termo teológico ao que diz respeito à reação do judeu da época de Jesus a esse discurso, tudo que se sabe é que eram um discurso deferente não talvez nas palavras, mas as convicções aquela que as proferia. O significado o que pensavam a pós ouvi-lo acerca do futuro proferido o homem da Galileia, todos chegavam a entender o novo enunciado. Ou ao menos se o seria capaz de interpretar todos, esse novo de um cosmo visão. Já que nessa época talvez não fosse do conhecimento de todos sobre o dos homens descarnados e mundo dos mortos. A questão é que, será que essa abordagem de que o rico quando morreu foi sepultado e, para aonde ele foi direcionado a partir de então se, “desceu ao inferno/Hades” e como a base teológica desse período é desenvolvida na visão do Primeiro Testamento, que é difere do Segundo Testamento. Trazer uma abordagem sobre essa interpretação será de grande valia
A princípio para introduzir algumas respostas, as partes desta ideia se propuseram o que pensa Gleason Leonard Archer. Que trabalha as principais dúvidas, dificuldades e "contradições" da bíblia.com a seguinte abordagem:
Parece que o paraíso não havia sido elevado ao céu até o domingo de Páscoa. Aparentemente Jesus se refere a ele na parábola do homem rico e Lázaro, como o lugar "junto de Abraão", para onde o pobre mendigo foi transportado pelos anjos após sua morte (Lc 16.19-31). Assim, "junto de Abraão" referia-se ao lugar onde as almas dos redimidos aguardavam até o dia da ressurreição de Cristo. Presumivelmente esse lugar equivalia ao paraíso. Ainda não havia sido elevado aos céus, mas seria uma seção do Hades (heb. še’ôl), reservado para os crentes que haviam morrido na fé, porém, sem serem admitidos à presença gloriosa de Deus, no céu, enquanto não fosse pago o preço da redenção, no Calvário. (Gleason Leonard Archer 2001, p. 429)
Assim como também nessa visão, Heber Carlos de Campos: para ele desceu ao inferno/Hades, essa expressão aparece ter nascida com o credo Apostólico, “padeceu sob o poder de Poncio Pilatos, foi crucificado, morto sepultado. Desceu ao Hades. Ao terceiro dia ressuscitou dos mortos” Heber comenta que essa expressão segundo Witsius ter sido por volta de 359. d. c em Constantinopla, por volta de cinquenta pessoas compilados um credo de confissão de que criam que cristo foi morto e sepultado e penetrou as regiões subterrâneas, nas quais até mesmo o hades foi golpeado com terror. E ele mesmo faz menção que seria diferente do que afirma Rufino J.N D. Keelly também menciona que havia antes a expressa seguinte: “Que foi crucificado sob Pôncio Pilatos e partiu em paz, a fim de pregar a Abraão, Isaque e Jacó e os outros santos a respeito do mundo e da ressurreição dos mortos” assim sepultado faz parte da forma mais antiga, mas teria sofrido alterações no final do século IV. O Antigo Testamento Na Igreja do Novo Testamento Protopresbítero Michael Pomazansky Tradução: Dra. Rosita Diamantopoulos, trará melhor essa questão de relação das duas teologias.

                                      O que faz as Escrituras do Antigo Testamento valorosas para a Igreja? (O fato de que a) elas ensinam a crença em um único e verdadeiro Deus e a obediência a seus mandamentos e b) elas falam sobre o Salvador. O próprio Cristo aponta isto. Procurem nas escrituras, porque nelas cremos que temos a vida eterna e elas testificam de Mim, Ele disse aos escribas Judeus. Na parábola sobre o homem rico e Lázaro, o salvador coloca estas palavras sobre os irmãos do homem rico na boca de Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; deixe-os ouvi-los. "Moisés" significa os cinco primeiros livros do Antigo Testamento, "os profetas" os últimos dezesseis. Falando com os seus discípulos, o Salvador mencionou o Saltério em adição a esses livros. Todas as coisas relacionadas a mim devem ser completas, aquelas escritas na Lei de Moises e nos Profetas e nos Salmos. Após o jantar místico, após o hino, eles saíram para o Monte das Oliveiras diz o Evangelista Mateus. Isto se refere ao cantar dos Salmos. As palavras e exemplos do Salvador são suficientes para que a Igreja estime esses livros- a Leis de Moisés, os profetas e os Salmos- os preserve e aprenda deles (Dra. Rosita.  Diamantopoulos p. 3)

            Jesus usou alguma das ideias dos seus oponentes para confundi-los. Mas é realmente nos últimos versículos da passagem que o ponto chave de Jesus emerge. Quando o homem rico pede a Abraão para enviar Lázaro para advertir os seus irmãos, Abraão responde: "Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos". Quando o homem rico diz, "Não, pai Abraão;[4] se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão", Abraão responde: "Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos." Existem certas características desta narrativa que a tornam impossível de ser interpretada literalmente.

O seio de Abraão com o lugar dos justos após a morte; a conversa entre Abraão que está no 'paraíso' e o homem rico que está no 'inferno'; a ideia de alguém pode ir com água de um lugar ao outro para que "refresque a língua" do que está sofrendo. A convicção de que isto não é um relato real mas um tipo de parábola, ou narrativa simbólica torna-se uma certeza quando percebemos que todos estes detalhes faziam parte da tradição dos Fariseus nessa altura, como Josephus, o historiador Judeu do primeiro século, mostra no seu "Discourse Concerning the Hades "(Discurs o Acerca do Hades). (FRED PEARCE p.3)
Mas para que se faça melhor compreendido a essa ideia teremos que voltar um pouco no tempo, até a era dos mitos gregos. E ai o que vivia as ser a palavra, hades, e o que ela representava ao ouvinte de Jesus. Que eram na sua maioria judeus, e principalmente os da disporá, e, então definir a sua origem dessa palavra hades será de bom tom. 
Na mitologia grega N. R. Champlin, P H. Impressão e Acabamento na Gráfica Associação Religiosa Imprensa da fé São Paulo.

                                             Originalmente, Hades era o nome do deus do submundo que, segundo os gregos, ficava no seio da terra. Hades era o filho de Cronos (Tempo), o deus. Mais alto, (Zeus, outro filho de Cronos finalmente o substitui através do uso de força). Assim, ele ficou o deus mais poderoso da mitologia grega. Hades continuava reinando no submundo compartilhando seu poder Com sua esposa, Perséfone. Com o desenvolvimento da mitologia, o termo hades começou a ser usada para significar o próprio submundo, a habitação dos fantasmas de homens desencarnados. No início, estes seres foram representados como entidades sem razão ou qualquer vida real. (Gradualmente, uma vida real foi atribuída a eles, e assim se tornaram espíritos e não fantasmas). Mas o hades foi descrito como a habitação dos espíritos bons e maus e somente depois de maior desenvolvimento da doutrina, é que os espíritos bons receberam no submundo um lugar bom, em contraste com o estado miserável dos espíritos maus. (N. R. CHAMPLIN, P H. p.9)

PARA ATEOLOGIA JUDAICA LADO BOM E LADO RUIM
Mas na verdade qual seria a voltada tensão do mestre da Galileia em seu discurso realmente: era para aquele público simples de camponês e pescadores ou direcionado principalmente a elite judaica moderna já embriagada no pensamento grego. Já que nessa narrativa um dos personagens Lazaro citado que é pobre, mas também é nome próprio é sobre ele que está todo o sentido do enredo. Pois até onde se tem conhecimento à literatura judaica não dava ênfase ao homem pós-vida. O que mais parece um discurso filosófico platônico

Não há nenhum conceito simples de «hades», nem na literatura judaica, anterior aos tempos neotestamentários, nem no próprio N.T. A ideia hebraica. Original do «após-vida», é que não havia «após-vida». Portanto até mesmo nos primeiros cinco livros do A.T., apesar de ali ser ensinada existência da espiritual, não ensinam a possibilidade, da «vida Portanto até mesmo nos primeiros cinco livros do A.T., apesar de ali ser ensinada da existência espiritual, não ensinam a possibilidade, de «vida espiritual para os homens»”. Os comentários dos mestres judeus, acerca desses livros, bem como seu uso no N.T., parecem subentender tal coisa; Mas esses livros, considerados em SI mesmos, não ensinam a possibilidade do «após-vida» para; os homens. As referências bíblicas geralmente apeladas para isso. Estágio seguinte, no pensamento judaico, no tocante a isso é similar aos conceitos gregos com seu «hades» (a região "invisível» dos espíritos). Então os judeus vieram a crer (tal como o criam os gregos) que o hades era um lugar literal, localizado no centro da terra. Para esse lugar desceriam todos os espíritos humanos, bons e maus sem qualquer distinção; e ali não teriam qualquer existência real, com memória e consciência; antes arrastar-se-iam em uma vida sem formas. Como se fossem energias desgastadas, e não seres reais. (N. R. Champlin, P H. p. 12)
As contradições teológicas, direito de comunicassem mesmo que separados e, as memórias trazidas nas lembranças do rico, a isso para parece nem tudo está perdido, pois agora se arrependido bastaria voltar, poderia consertar todo aquele mal entendido, daquilo que parecia ter sido um erro. E o porquê do voltar e, ao mesmo tempo não ser aceito, pode com ajuda da alegoria mito da caverna de Platão, ser logo interpretado que todo aquele que transcende e contempla a realidade, deseja voltar para trazer uma luz aqueles que de lá os têm as sombras, o mesmo correndo o risco de não ser bem interpreta. Outra questão que será abordada é de que e o rico quando morreu foi sepultado e, para aonde ele foi direcionado a partir de então se, “desceu ao inferno/Hades” e como a base teológica desse período é desenvolvida na visão do Primeiro Testamento, que é difere do Segundo Testamento. Trazer uma abordagem sobre essa interpretação será de grande valia

Por não deixa claro o quanto se pretende mostrar o texto de lc 16; 19-31. Por se tratar de uma narrativa alegórica, para essa melhor compreensão buscar auxilia na alegoria da caverna de Platão achou-se viável. Entende se ela se apresenta como uma melhor proposta para ajudá-la desse desafio. Nessa dialética entende ser possível observar que aquele que contempla ou transcende algum tipo de conhecimento antes parecia a pena as sobras, sente-se no direito de voltar para compartilhar a luz, aqueles, que de lá só os têm a tais sombras. Assim pode na parábola que Jesus proferiu se observar a intenção do rico, que é a mesma do homem do mito da caverna ao se deparar com a realidade do outro lado.  Embora o rico não peça para que ele mesmo volte, talvez por entender não esteja em condições de fazer tal exigência, mas pede para Lazaro o faça, pois sim é homem justo lhe cairia bem essa responsabilidade.

             A dialética platônico-agostiniana a dialética de Platão: pode ser perfeitamente ser trabalhada uma melhor compreensão da transcendência II – Idade cristã: verticalização da ética
E se comparada ao mito da caverna e, por esse prisma dialeticamente caminhamos encontra-se semelhante em alguns aspectos. Pois embora a tal alegoria não seja tão clara, quanto se pretende mostra, mas há uma maestria incontestável: cenário que ilustra lugares específicos na “eternidade” e outro elemento é mostrado. Dois ângulos. Separados por um obstáculo, e assim com o mito, “o rico e Lazaro” personagens, que são também herdeiros de uma teologia ancestral, mas lá do outro lado não lhes é dado o direito de ficarem juntos. Embora deixados claro os motivos da separação e apesar de tudo o limite que os põem um do outro, não há obstáculo para a comunicação entre os mesmos.   
Enquanto isso o rico mesmo separado, daquele que fora pobre na terra, continua o vendo como um subalterno. E não perde a pouse como quem insistisse em deixar claro que faz parte do mesmo clã, insistiu em tratar a Abraão por pai. E ao mesmo pede que o mande a Lázaro, lhe servir água para lhe acalmar os tormentos que agora o acompanha lá onde está. Negado lhe o pedido por razões obvias, de não haver permissão para que alguém passe de um lado para outro, naquele estado; o rico não contente tenta barganhar com Abraão, que o mande Lazaro a terra para alertar aos seus cinco irmãos que lá ficaram. O que também lhe é negado. Abraão diz que este trabalho já estaria sendo feito, por Moises e os profetas, eles os ouçam. Mais uma vez ele retruca, pois é da ideia de que se os mortos voltarem a terra será melhor sucedido que os profetas. Nesse caso transparece que assim como no “mito da caverna”, quando alguém encontra a resposta para aquilo que está nas sombras, sente no direito de compartilhar com os companheiros.

A dialética de Platão
Sabemos que a caverna para Platão a prisão é dupla: primeiro, é a caverna do corpo que pelo os sentidos prende e embota a alma condenando a nele viver; segundo, caverna é o mundo sensível e opaco, um mundo de sobras. O sábio, luta dialeticamente para arrancar-se desta noite de trevas, elevar-se ao sol da verdade e da justiça. Educação para viver na polis justa. O mesmo mito vem carregado de simbologias; primeiro é o símbolo dos graus das coisas inanimadas, da vida sensível das supremas realidades transcendentes da vida no espírito humano: o mundo das ideias. Em segundo lugar, é o símbolo do esforço filosófico de chegar a verdadeiro conhecimento, ultrapassando seja o saber opaco dos nossos sentidos, região da opinião, seja no mundo material das realidades terrestres, não menos opacas, para galgar à plena verdade no mundo inteligível. Em terceiro lugar a caverna é símbolo da vida humana que luta para realizar a passagem desta vida material para a luz da vida transcendente. 

CONCLUSÃO
É notória a pouca compreensão da parábola citado no evangelho de Lucas, por parte de alguns cristãos; que por outro lado ainda hoje continuam sendo na sua maioria pouco preparados para uma exegese mais detalhada dos textos “Sagrados”, que compõem à base da fé que os professam.  E assim como em todos os tempos se buscou apresentasse bem na de se fazer usos dos textos sagrados, para uma pedagogia cristã. E melhor compressão, e uma adequada abordagem. Entendendo se que a mesma teoria para explicar se narrativa ou parábola do Evangelho de Lucas. (16.19-31.), em se tratando de compartilhar o conhecimento o mesmo objetivo aquele que as expôs. Assim passar a aperfeiçoar o aproveitamento dos ensinamentos cristão, passou ser essa a meta para trazer a vida cotidiana. E assim como a alegoria da caverna, têm sido buscados por muitos educadores em todos os tempos, no auxilio paras suas pedagogias; pois compreendeu ser adequada. Entende-se a mesma teoria poderá ser utilizada para explicada na parábola em o Evangelho de Lucas. 16.19-31 em se tratando de compartilhar o conhecimento. Já que o mesmo objetivo passar o conhecimento, teve aquele que as expôs a mesma. Assim a aperfeiçoar o aproveitamento dos ensinamentos cristãos, para uma vida cotidiana, a dialética entre dois mundos: sensível e ideal de forma menos irracional é possível e cai bem com ajuda da dialética em Platão. 





















REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICA
ARCHER, Gleason Leonard, 1916 - Enciclopédia de temas bíblicos: respostas às principais dúvidas, dificuldades e "contradições" da Bíblia / Gleason Leonard Archer; tradução Oswaldo Ramos. - 2. Ed. - São Paulo: Editora Vida, 2001.
BIBLIA João Ferreira de Almeida: Revista Atualizada. (ARA)
BIAGINI Carlos LUKE: WILLIAM BARCLAY Título original em inglês:  The Gospel of Luke Tradução: Carlos Biagini
CAMPOS Haber Carlos de FIDES REFOROMATA 4/1 “DECENDENT AD INFERNA”: UMA ANALISE DA EXPRESSÃO “DESCEU AO HADES” NO CRITIANISMO HISTORICO.
CURSO DE APRENDIZES DO EVANGELHO – 2º. ANO –17ª. Edição – Dezembro/2010
http://bvespirita.com/Curso%20de%20 Aprendizes %20do% 20E vangelho%20-%20segundo%20ano%20-%2017%20edi%C3%A7%C3%A3o%20(FEESP)
DIAMANTOPOULO Dra. Rosita O Antigo Testamento Na Igreja do Novo Testamento Protopresbítero Michael Pomazansky Tradução: Dra. Rosita Diamantopoulos
FRED PEARCE: Depois da morte o que? Cristão delfianosplaneta clix.pt/pdf/depois_da_morte_o_que.pdf
http://repositorio.ucp.pt/bitstream/ 10400.14/11667/1/TeseMI
PLATÃO DIALOGOS A REPUBLICA TECNOPRINT GRÁFICA Editora Rua da proclamação, 109 – caixa postal 1880 – zc 00. Rio de Janeiro – Brasil MCMLXX
RAMOS Oswaldo  Archer, Gleason Leonard, 1916-
Enciclopédia de temas bíblicos: respostas às principais dúvidas, dificuldades e "contradições" da Bíblia / Gleason Leonard Archer; tradução Oswaldo Ramos. - 2. ed. - São Paulo: Editora Vida, 2001.
 
SANTO José Raimundo dos: Seminário Adventista Latino América de Teologia Faculdade Adventista da Bahia EXEGESE DE LUCAS 16: 19-31
http://www.gotquestions.org/Portugues/lucas-16-19-31-






[1]   Academia formada de curso de Ciência Teológicas da faculdade Boas (FBN) E-mail t.burtino@gmail.com
“Doutor Orientador da disciplina de Teologia III (TCC) - FBN
1 http://www.gotquestions.org/Portugues/lucas-16-19-31-parabola

[4] FRED PEARCE: Depois da morte o que?